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Curiosidades

Regras de trânsito em 2026: o que mudou de verdade

Todo começo de ano circula uma corrente dizendo que "as multas subiram". Não subiram. Mas uma mudança de verdade pegou muita gente de surpresa — e ela envolve as cinquentinhas.

📍 Parnamirim/RN e região de Natal🕐 Segunda a sexta, 7h às 18h

Se você recebeu no WhatsApp uma mensagem com "tabela nova de multas 2026", pode apagar. Os valores das multas não mudaram. O que mudou de verdade em 2026 foi outra coisa, bem mais concreta pra quem anda de ciclomotor — e a gente explica as duas coisas com calma, sem boato.

A mudança que pegou muita gente: as cinquentinhas

Desde 1º de janeiro de 2026, por força da Resolução 996/2023 do CONTRAN, o ciclomotor — a famosa "cinquentinha" — não pode mais circular sem habilitação. Quem conduz precisa ter CNH na categoria A ou a ACC, a Autorização para Conduzir Ciclomotor, que é uma habilitação mais simples e específica pra esse tipo de veículo.

E não para na habilitação. A cinquentinha agora precisa de placa, Renavam e licenciamento anual, como qualquer moto. Acabou a ideia de que ciclomotor era "quase uma bicicleta" e podia andar sem documento. Isso pesa aqui na região, onde a cinquentinha é o transporte de muita gente pra trabalhar e fazer entrega — quem ainda não regularizou está rodando na irregularidade.

As multas mudaram? Não. Esta é a tabela que vale

Os valores das multas de trânsito no Brasil são os mesmos desde a Lei 13.281/2016. Nenhuma lei nova reajustou esses números em 2026. A tabela continua sendo esta:

Um detalhe explica por que algumas multas assustam tanto: a gravíssima tem fator multiplicador em certas infrações. Nas situações mais sérias, como dirigir embriagado ou recusar o bafômetro, pode chegar a 60 vezes a base. Não é reajuste; é a lei prevendo punição maior pra certas condutas.

Por que tanta gente acha que "as multas subiram"

Três motivos. O primeiro é que a corrente de WhatsApp ressurge todo janeiro, quase sempre com a mesma tabela antiga apresentada como "nova". O segundo é o multiplicador: alguém vê uma multa de valor alto, não sabe que é a gravíssima multiplicada e conclui que os preços mudaram.

O terceiro é o mais sutil: a fiscalização ficou mais eficiente, com mais radares e câmeras. O valor é o mesmo — a chance de ser pego é que aumentou. O jeito de lidar com isso é simples: andar dentro da regra e com o carro em ordem.

O que o seu carro pode denunciar numa blitz

Muita multa não tem nada a ver com o jeito de dirigir. Tem a ver com o estado do carro. O Código de Trânsito lista uma série de itens obrigatórios que precisam estar funcionando, e o agente de trânsito confere em minutos: farol, lanterna, luz de freio, seta, limpador, buzina, pneus, cinto, triângulo e extintor onde exigido.

Lâmpada queimada, pneu careca ou limpador que não limpa são infrações previstas em lei, com multa e, em alguns casos, retenção do veículo. É a multa mais boba de levar, porque bastava uma checagem antes de sair.

Checklist rápido antes de pegar a estrada

Cinco minutos no quintal evitam parada na blitz e problema no meio da viagem:

  • Documentos — CNH dentro da validade e licenciamento do ano em dia (vale conferir no aplicativo, não só na memória).
  • Luzes — peça pra alguém ficar atrás enquanto você testa farol baixo, alto, setas, luz de freio e ré.
  • Pneus — sulco visível, sem bolha ou rachadura, calibrados conforme o manual. Inclua o estepe.
  • Cinto, buzina e limpador — todos funcionando, com palheta que limpe de verdade.
  • Triângulo, macaco e chave de roda — no porta-malas, não emprestados pro vizinho.
  • Ciclomotor — placa, licenciamento e a CNH A ou ACC do condutor. Sem isso, não sai de casa.

Carro em dia é menos multa e menos dor de cabeça

A conta é direta: uma multa grave por pneu ruim custa R$ 195,23 mais pontos na carteira — e ainda deixa você na estrada com um pneu ruim. Nenhum desses problemas aparece do nada; todos dão sinal antes.

É por isso que a revisão preventiva da Garage85 passa pelos itens que a fiscalização olha: luzes, pneus, freios, limpador, cinto e alertas no painel. A gente confere, te mostra o que está no limite e só mexe no que você autorizar. Programando viagem ou só querendo rodar tranquilo, chame no WhatsApp e combine o melhor dia pra trazer o carro.

Perguntas frequentes

As multas de trânsito ficaram mais caras em 2026?

Não. Os valores são os mesmos desde a Lei 13.281/2016: R$ 88,38 (leve), R$ 130,16 (média), R$ 195,23 (grave) e R$ 293,47 (gravíssima). A gravíssima pode ser multiplicada em algumas infrações, chegando a 60 vezes a base — mas isso já existia, não é novidade de 2026.

O que mudou para as cinquentinhas em 2026?

Desde 1º de janeiro de 2026, pela Resolução 996/2023 do CONTRAN, o ciclomotor só pode circular com o condutor habilitado na categoria A ou com a ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor). O veículo também precisa de placa, Renavam e licenciamento anual.

O que é a ACC?

É a Autorização para Conduzir Ciclomotor, uma habilitação específica e mais simples que a categoria A, válida apenas para ciclomotores. Quem já tem CNH categoria A não precisa da ACC, pois ela já cobre esse tipo de veículo.

Lâmpada queimada dá multa mesmo?

Dá. Faróis, lanternas, luz de freio, setas, limpador, buzina, pneus e cinto são itens obrigatórios e precisam estar funcionando. Rodar com algum deles com defeito é infração prevista no Código de Trânsito, com multa e, em alguns casos, retenção do veículo.

A revisão ajuda a evitar multa?

Ajuda nas infrações ligadas ao estado do carro: luz queimada, pneu gasto, limpador ruim, equipamento obrigatório com defeito. A revisão preventiva confere justamente esses itens antes de você ser parado numa blitz.

Vai pegar a estrada? Confira o carro antes

A gente checa luzes, pneus, freios e os itens obrigatórios que a fiscalização olha. Mande o modelo e o dia que pretende viajar.

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